sabato, agosto 26, 2006


O tempo é uma das coisas que realmente me impressiona, não só a mim, decerto...mas também a mim. Como pode? Com que direito esse senhor nos atropela em alta velocidade e segue omitindo qualquer socorro? Maldito, nos mete nas temporas as suas marcas. Atira-nos na face os anseios que pouco havíamos criado, e indelicado, nos faz sentir como se não os tivéssemos nunca imaginado, como se jamais tivéssemos neles crido com a devoção fervorosa dos crentes que de tão cegos estão certos de tudo ver. E olha que são anseios, pesam, não são os suspiros enviados pela Sóror e que os mudados ventos, teimosos, insistiam em trazer de volta aos seus ouvidos...se bem que também esses tinham a sua gravidade...também os ventos impressionam...mas ao menos nós podemos sentir a sua presença, vislumbrar a sua direção, e até imaginar que, sem qualquer aviso, ela pode mudar; mesmo que não consigamos precisar exatamente quando, somos capazes de esperar, algo serenamente, esta anunciada mudança. É, talvez isso realmente não nos proporcione mesmo qualquer alívio! O fato é que tenho um medo monstruoso dessas coisas que não posso ver mas sei que existem pois sou capaz de ouvi-las. E o monstro alado sobrevoa a minha existência da hora que acordo ao tramontar das luzes...incansável, mecânico.

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