
Amsterdam é particular! É Amsterdam! Simples, moderna, libertária, pragmática, sensata e não, funcional indiscutivelmente. Ao mesmo tempo, é histórica, despida das hipocrisias sociais, independente, e bela. Como é bela Amsterdam, inúmeros canais, estreitas ruas, sempre algo pra olhar, sempre algo novo pra ver, algo que não havia sido notado antes. É possível passar uma vida inteira a beira de cada um daqueles canais, cruzando cada uma daquelas pontes, caminhando pelas ruas de uma cidade que parece sempre circular sem sê-lo, uma cidade que não se esconde nem se mostra, apenas vive, sem grandes distúrbios. É possível, a cada retorno à cidade, maravilhar-se como se fosse a primeira vez com as janelas sempre abertas das casas de Amsterdam, com a sua moral toda peculiar, toda coerente, toda consciente. É sã a sociedade formada por indivíduos que aprenderam historicamente a não ocupar-se do que não lhes cabe, a conhecer o peso daquilo que lhes pertence, a não ofender-se com as diferenças pois elas são do mundo, a saber que os problemas existem e julgar melhor discutí-los, enfrentá-los ao invés de ignorá-los com a firmeza de quem confiará toda a vida à tessitura de um enorme tapete para baixo do qual se possa varrê-los. É possível maravilhar-se sobre duas rodas em Amsterdam!

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